O PODER TRANSFORMADOR DE VIDAS
“Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal. “ (Jr. 13:23) NVI
INTRODUÇÃO:
Spurgeon disse:
"Tenho pregado o evangelho de Cristo por muitos anos e jamais conheci alguém que tenha confiado em Cristo e pedido perdão pelos seus pecados e Ele o tenha lançado fora. Nunca me encontrei com um só homem que tivesse sido recusado por Jesus. Tenho conversado com mulheres às quais Ele restituiu a pureza primitiva; com bêbados a quem Ele livrou dos hábitos vis, e com outros culpados de horríveis pecados que se tornaram puros como criança. Sempre ouço a mesma história: "Busquei o Senhor e Ele me ouviu; lavou-me no seu sangue e estou mais branco do que a neve".
Esta grande verdade experimentada por Spurgeon ainda hoje pode ser vista em nosso meio; particularmente, conheço homens outrora dissolutos, depravados, devassos e que francamente, se fossem julgados por nós, jamais alcançariam a graça salvadora de Cristo. Mas que, por esta mesma graça, estão hoje servindo ao soberano Deus. Entretanto esta transformação também pode e deve ser experimentada por todos, seja na vida dos não regenerados e dos regenerados.
Amados irmãos, quando começa então esta transformação de vida? De quem ela depende totalmente? O que fazer então para experimentar esta transformação?
I- QUANDO COMEÇA ENTÃO ESTA TRANSFORMAÇÃO DE VIDA?
Ela começa a partir do momento que refletimos sobre a nossa condição vil (desprezível, detestável) e pecadora, e não só isto; quando somos exortados por Deus a termos um relacionamento íntimo com Ele:
“Assim me disse o SENHOR: Vai, e compra um cinto de linho e põe-no sobre os teus lombos, mas não o coloques na água. E comprei o cinto, conforme a palavra do SENHOR, e o pus sobre os meus lombos. Então me veio a palavra do SENHOR pela segunda vez, dizendo: Toma o cinto que compraste, e que trazes sobre os teus lombos, e levanta-te; vai ao Eufrates, e esconde-o ali na fenda de uma rocha.E fui, e escondi-o junto ao Eufrates, como o SENHOR me havia ordenado. Sucedeu, ao final de muitos dias, que me disse o SENHOR: Levanta-te, vai ao Eufrates, e toma dali o cinto que te ordenei que o escondesses ali. E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido; e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava. Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Assim diz o SENHOR: Do mesmo modo farei apodrecer a soberba de Judá, e a muita soberba de Jerusalém. (Jr. 13:1-9)
A) A nossa transformação de vida deve começar com humildade. Para iniciarmos este relacionamento íntimo com Deus simbolizado pelo “Cinto de Linho” descrito na profecia de Jeremias é requisito fundamental que o Senhor que é soberano, nos humilhe da nossa soberba. Mostrando-nos a nossa “podridão” e as consequências da nossa “soberba”:
Derrama sua ira: “Derrama as inundações da tua ira, e atenta para todo soberbo, e abate-o.” (Jó 40:11)
Humilha-nos: “Olha para todo soberbo, e humilha-o... (Jó 40:12ª)
Resiste-nos: “... Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.” (Tiago 4:6b)
Puni-nos: “Eis que eu sou contra ti, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos exércitos; pois o teu dia é chegado, o tempo em que te hei de punir? 32. Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo às suas cidades, o qual consumirá tudo o que está ao seu redor”.(Jr. 50:31 e 32)
Abate-nos: “Pois o Senhor dos exércitos tem um dia contra todo soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido.” (Isaias 2:12)
II- DE QUEM ELA (TRANSFORMAÇÃO DE VIDA) DEPENDE TOTALMENTE?
A) Lembrei-me de uma música de composição de Ivan Lins e Victor Martins interpretada pelo grupo infantil turma do Balão mágico da década de 80:
“Depende de nós...
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor
Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs
Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá
B) Qual é a nossa situação diante da possibilidade de transformação de nossas vidas? A palavra profética de Jeremias responde: *Incapazes de fazer o bem1 e acostumados a praticar o mal2. (Jr. 13:23b)
C) Misericórdia Senhor! Partindo desta idéia ensinada na letra desta canção imagine: Se os cultos dependessem de sua presença para que eles acontecessem? Se a adoração perfeita só seria possível se você fizesse um solo naquele domingo? Se a obra do Senhor dependesse exclusivamente de suas ofertas e dízimos para sobreviver financeiramente, se os pecadores dependessem de seu evangelismo pessoal para virem até Cristo? Se as almas perdidas dependessem exclusivamente da sua obediência ao ide de Cristo conforme Mateus 28:19-20. Se a sua salvação dependesse de sua livre e espontânea vontade corrompida pelo pecado? Graças ao soberano Deus que todas estas coisas dependem de sua graça! E Não de nós!
C) Você já parou pra pensar que esta independência de Deus é fruto da desobediência deliberada, pelo poder devastador de pecado que escraviza; e que se não fosse por causa de Cristo, continuaríamos escravos do pecado? “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo 8:32-36)
Deus sentencia seu povo por recusar a dar ouvidos a Sua Palavra, isto é um fato: será tal como este cinto, que para nada presta; embora o texto de Jeremias sugira que a transformação do povo dependa da sua obediência condicional apenas, algo extraordinário da parte de Deus acontece; note como a transformação do povo de Deus depende exclusivamente de sua graça habilitadora: “Porque, como o cinto está pegado aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel, e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória”
Louvado seja Deus porque Ele não é o homem para que se arrependa: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?” (números 23: 19). A sua maravilhosa graça nos habilita a transformação de nossas vidas, e se respondemos a isto positivamente é porque Ele nos capacitou. Ele é enfático: “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal. “ NVI. Esta capacidade de transformação de vidas depende exclusivamente de sua maravilhosa graça que nos atrai a si mesmo. Jeremias é enfático ao dizer que Deus se ligou como uma cinta ao seu povo mesmo quando ele foi desobediente, isto só comprova que a mudança de vida, a transformação de vida é obra da livre vontade de Deus. Como entender porque Deus faz isto?
“Por amor do meu nome retardarei a minha ira, e por amor do meu louvor me refrearei para contigo, para que te não venha a cortar. Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição. Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaias 48: 9-11)
“Este povo maligno, que recusa ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração, e anda após deuses alheios, para servi-los, e inclinar-se diante deles, será tal como este cinto, que para nada presta. Porque, como o cinto está pegado aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel, e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória; mas não deram ouvidos”. (Jeremias 13:10-11)
III- O que fazer então para experimentar esta transformação de vida?
A) Compreendendo agora que toda mudança de vida, que a transformação das nossa vidas passa pelo humilde reconhecimento da dependência total de Deus devemos nos entregar a Ele.Como podemos nos entregar a sua soberana mercê? Jeremias diz:
“Escutai, e inclinai os ouvidos; não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR falou: Dai glória ao SENHOR vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte, e a reduza à escuridão.E, se isto não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; e amargamente chorarão os meus olhos, e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo.Dize ao rei e à rainha: Humilhai-vos, e assentai-vos no chão; porque já caiu todo o ornato de vossas cabeças, a coroa da vossa glória. As cidades do sul estão fechadas, e ninguém há que as abra; todo o Judá foi levado cativo, sim, inteiramente cativo.Levantai os vossos olhos, e vede os que vêm do norte; onde está o rebanho que se te deu, o rebanho da tua glória? Que dirás, quando ele te castigar porque os ensinaste a serem capitães, e chefe sobre ti? Porventura não te tomarão as dores, como à mulher que está de parto? Quando, pois, disseres no teu coração: Por que me sobrevieram estas coisas? Pela multidão das tuas maldades se descobriram as tuas fraldas, e os teus calcanhares sofrem violência.Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.Assim os espalharei como o restolho, que passa com o vento do deserto.Esta será a tua sorte, a porção que te será medida por mim, diz o SENHOR; pois te esqueceste de mim, e confiaste em mentiras.Assim também eu levantarei as tuas fraldas sobre o teu rosto; e aparecerá a tua ignomínia.Já vi as tuas abominações, e os teus adultérios, e os teus rinchos, e a enormidade da tua prostituição sobre os outeiros no campo; ai de ti, Jerusalém! Até quando ainda não te purificarás?”(Jr. 13:15-27)
CONCLUSÃO
“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” (Jo. 6:37)
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia... Portanto todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.” (Jo. 6:44 e 45)
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sábado, 22 de outubro de 2011
Formatura da Pós-graduação em Teologia Exegética
div>
A cerimônia de formatura será no dia 03 de Dezembro de 2011, na Igreja Presbiteriana das Graças.
Paraninfo: Rev. Humberto de Freitas
Professores homenagiados: Rev. Augustus Nicodemus, Rev. Estefano, Rev.Gaspar de Souza,Rev.João Alves, Rev. Robério Basílio.
Agradecimentos:
Ao soberano SENHOR que nos criou para glória do seu nome;
A nossa família pelas orações e apoio impresidível e incondicional;
As nossas igrejas e ovelhas pelo reconhecimento do nosso ministério;
SPN-Diretor Rev.Marcos André
Coordenador Pós-Graduação: Humberto de Freitas, Rev. José Roberto e Rev. Paulo Brasil.
A cerimônia de formatura será no dia 03 de Dezembro de 2011, na Igreja Presbiteriana das Graças.
Paraninfo: Rev. Humberto de Freitas
Professores homenagiados: Rev. Augustus Nicodemus, Rev. Estefano, Rev.Gaspar de Souza,Rev.João Alves, Rev. Robério Basílio.
Agradecimentos:
Ao soberano SENHOR que nos criou para glória do seu nome;
A nossa família pelas orações e apoio impresidível e incondicional;
As nossas igrejas e ovelhas pelo reconhecimento do nosso ministério;
SPN-Diretor Rev.Marcos André
Coordenador Pós-Graduação: Humberto de Freitas, Rev. José Roberto e Rev. Paulo Brasil.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Lançamento do Livro do Rev. Samy Anderson na IPF do IPSEP 09 de Outubro de 2011
O QUE VOCE FAZ NO DOMINGO? O Culto Numa Perspectiva Biblica Autor: SAMY ANDERSON
Sinopse: Nestes tempos do vale tudo, inclusive nos cultos e púlpitos de nossas igrejas, Samy Anderson vem a público compartilhar sua reflexão sobre como devemos adorar a Deus em espírito e em verdade, destacando a essência da verdadeira adoração, tendo em vista um fortalecimento espiritual da nossa vida cristã.
Além de cumprir um inestimável alerta contra os falsos profetas e falsos mestres, e também - por que não? - os falsos crentes, que vêm atraindo muitas pessoas também em nossos dias, este livro é importante, não somente a todos os que aspiram ser um verdadeiro adorador dAquele que requer a nossa adoração do jeito que Ele mesmo exige ser adorado, mas também devido ao seu conteúdo, que foi pesquisado e elaborado por meio de vocábulos buscados na fonte e apresentado em linguagem acessível.
José Camilo dos Santos - pastor e jornalista.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O Cristão, o Fundamentalismo e o Espírito Combativo por Heitor Alves
O verdadeiro cristão comprometido com as Escrituras deve ser caracterizado pelo espírito combativo. É ser fundamentalista. Ser fundamentalista é ter convicção de que os preceitos da Palavra de Deus revelado nas Escrituras são infalíveis e historicamente precisos, ainda que contrários ao entendimento das teologias modernas. O cristão fundamentalista se preocupa em voltar ao que é considerado princípios fundamentais das Escrituras. O termo fundamentalista, em oposição ao modernismo teológico e negativista, já indica que o seu portador é um combatente pela fé.
O termo fundamentalista que emprego neste artigo não faz referência aos movimentos religiosos que tem como característica as ameaças que grupos religiosos fanáticos fazem àqueles que não fazem parte da sua religião. Ser fundamentalista não significa fazer parte de grupos extremistas, com interesses em atos de violências físicas ou verbais contra os oponentes. As Escrituras nos advertem a amarmos até mesmo os nossos inimigos! O que está em jogo aqui não é o ataque à pessoa, e sim às idéias. Mesmo que seja impossível separar a pessoa da sua idéia, não nos é permitido fazer qualquer mal, física ou verbal, à pessoa.
Ser fundamentalista é ser guerreiro, é saber manejar bem as Escrituras, significando não somente a aceitação das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, mas também a defesa intransigente, protegendo-o dos ataques das teologias liberais e modernistas. O cristão fundamentalista precisa saber atacar e defender. Estar na ofensiva e na defensiva.
O nosso espírito combativo deve existir em função de uma causa sublime e nunca em função de nosso personalismo. Ser combativo não é ser briguento, no sentido contencioso. Existem pessoas com um espírito combativo tão extremo que chegam ao ponto de descerem do pedestal da ética cristã até o terreno escorregadio da polêmica baixa, desonesta e contenciosa. Quando o espírito combativo perde a verdadeira noção de uma polêmica elevada, honesta, que tem como motivo as causas sublimes, e se limita a ataques pessoais, já não consideramos mais polêmicas. Este espírito contencioso é condenado na Palavra de Deus (Tg 3.13-18).
No entanto, os erros de alguns que pensam que são polemistas[1] e vivem brigando com todo o mundo não são motivos para nos tornarmos avessos às controvérsias. Um erro não justifica o outro. As atitudes extremadas de alguns que pensam que são polemistas criam inimizades, prejudica a causa e impede a conversão das almas, dificultando o evangelismo. Por outro lado, não concordamos com a inércia de alguns que não fazem questão de polemizar questões doutrinárias. Os que não se esforçam em defender a fé confundem polêmica com contenção. Negar a necessidade da controvérsia é negar o caráter essencial da vida cristã. A vida cristã é uma vida de lutas. Temos que ser combativos. Não há lutas sem combates! O cristão precisa ser combativo pelo próprio imperativo de ser cristão.
Os que são contra o espírito combativo e dizem que não tem tal espírito, não enxergam a tamanha ironia em que caíram. Eles fazem verdadeira apologia em torno de sua posição não combativa, atacando, ao mesmo tempo, os que combatem o mal e inovações! Não são combatentes, mas atacam os que combatem. Combatentes pacifistas! São contraditórios por excelência. Para defender a doutrina não tem espírito combativo, mas o tem para defender as suas próprias idéias e opiniões. Onde há contradição, há engano; onde há engano, há falsidade; onde há falsidade, não existe a verdade, porque esta não admite contradição.
Não podemos permitir pacifistas em nossas igrejas. No cristianismo não há lugar para tímidos e medrosos. Imaginem um exército cheio de timidez. Imaginem um pelotão de soldados com medo de enfrentar o inimigo em uma guerra. Temos que ser corajosos e desinibidos, pois somos soldados de Cristo.
Através da história, notamos que o evangelho tem triunfado por meio do combate ao mal. Se Lutero não fosse combativo, não teria se processado a Reforma Protestante do século XVI. Não somente Lutero, mas Zwiglio, Huss, Savonarola, Calvino, Knox, Beza e tantos outros que deram suas vidas pela causa de Cristo.
Jesus Cristo foi um combatente. O apóstolo Paulo também o foi, como se percebe através de suas epístolas, entre elas a carta aos Gálatas, que é uma verdadeira polêmica contra os legalistas fanáticos. Na carta aos Romanos o apóstolo faz uma verdadeira apologia em torno da justificação pela fé.
Onde encontramos na Bíblia a base para a acomodação doutrinária? Se o indivíduo não é capaz de defender as próprias doutrinas que aceita e atacar as doutrinas contrárias, onde estão então as suas convicções? O verdadeiro cristão fundamentalista e com um espírito guerreiro não fica calado quando vê que a doutrina de Cristo está sendo ultrajada, espezinhada e combatida pelo inimigo. Covardia e medo é o que caracteriza o “cristão” passivista. São como Pedro, quando foi interrogado pela criada (ver Mateus 26.69-75). Como pode um crente conformar-se com aqueles que negam a inspiração verbal e plenária da Bíblia, que negam a divindade de Cristo, seu nascimento virginal, sua ressurreição, e o castigo eterno? Não se pode ficar inerte diante das heresias, ou então será tido por traidor.
Não servem como exemplo aqueles que vivem procurando briga e gastam tempo escrevendo calúnias contra os outros, quando deveriam estar pregando o evangelho. Não são polemistas ou combativos, mas paroleiros[2]. São os que promovem facções e divisões na igreja de Cristo. A verdadeira fidelidade doutrinária é aquela que se revela num inconformismo santo contra o erro. Não podemos ficar em paz com a nossa consciência cristã, ao verificar tantos abusos contra a doutrina e a moral cristã, e permanecer sem dar o grito de alerta.
A consequência da oposição ao espírito combativo é o afrouxamento doutrinário, a indisciplina, a quebra do Dia do Senhor, a falta de comunhão, os aumentos do modernismo teológico, da teologia liberal, do mundanismo etc. Mas o principal motivo pelo qual as igrejas não estão interessadas no espírito combativo é o medo da possibilidade de ter igrejas vazias. É preferível ter igrejas cheias a ter igrejas compromissadas com a Verdade.
Que o Senhor não permita que nós deixemos a sua Igreja ser destruída pelo “espírito pacifista”, que não se esforça por proteger o Corpo de Cristo dos ataques dos seus inimigos.
__________________________
Notas:
[1] Os polemistas são aqueles que lutam pela defesa contra heresias de dentro da Igreja.
[2] Aquele que fala muito e pouco faz. Mentiroso, tagarela.
Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/apologetica/cristao-fundamentalismo-espirito-combativo-heitor-alves.html#ixzz1VzflkZXa
O termo fundamentalista que emprego neste artigo não faz referência aos movimentos religiosos que tem como característica as ameaças que grupos religiosos fanáticos fazem àqueles que não fazem parte da sua religião. Ser fundamentalista não significa fazer parte de grupos extremistas, com interesses em atos de violências físicas ou verbais contra os oponentes. As Escrituras nos advertem a amarmos até mesmo os nossos inimigos! O que está em jogo aqui não é o ataque à pessoa, e sim às idéias. Mesmo que seja impossível separar a pessoa da sua idéia, não nos é permitido fazer qualquer mal, física ou verbal, à pessoa.
Ser fundamentalista é ser guerreiro, é saber manejar bem as Escrituras, significando não somente a aceitação das doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, mas também a defesa intransigente, protegendo-o dos ataques das teologias liberais e modernistas. O cristão fundamentalista precisa saber atacar e defender. Estar na ofensiva e na defensiva.
O nosso espírito combativo deve existir em função de uma causa sublime e nunca em função de nosso personalismo. Ser combativo não é ser briguento, no sentido contencioso. Existem pessoas com um espírito combativo tão extremo que chegam ao ponto de descerem do pedestal da ética cristã até o terreno escorregadio da polêmica baixa, desonesta e contenciosa. Quando o espírito combativo perde a verdadeira noção de uma polêmica elevada, honesta, que tem como motivo as causas sublimes, e se limita a ataques pessoais, já não consideramos mais polêmicas. Este espírito contencioso é condenado na Palavra de Deus (Tg 3.13-18).
No entanto, os erros de alguns que pensam que são polemistas[1] e vivem brigando com todo o mundo não são motivos para nos tornarmos avessos às controvérsias. Um erro não justifica o outro. As atitudes extremadas de alguns que pensam que são polemistas criam inimizades, prejudica a causa e impede a conversão das almas, dificultando o evangelismo. Por outro lado, não concordamos com a inércia de alguns que não fazem questão de polemizar questões doutrinárias. Os que não se esforçam em defender a fé confundem polêmica com contenção. Negar a necessidade da controvérsia é negar o caráter essencial da vida cristã. A vida cristã é uma vida de lutas. Temos que ser combativos. Não há lutas sem combates! O cristão precisa ser combativo pelo próprio imperativo de ser cristão.
Os que são contra o espírito combativo e dizem que não tem tal espírito, não enxergam a tamanha ironia em que caíram. Eles fazem verdadeira apologia em torno de sua posição não combativa, atacando, ao mesmo tempo, os que combatem o mal e inovações! Não são combatentes, mas atacam os que combatem. Combatentes pacifistas! São contraditórios por excelência. Para defender a doutrina não tem espírito combativo, mas o tem para defender as suas próprias idéias e opiniões. Onde há contradição, há engano; onde há engano, há falsidade; onde há falsidade, não existe a verdade, porque esta não admite contradição.
Não podemos permitir pacifistas em nossas igrejas. No cristianismo não há lugar para tímidos e medrosos. Imaginem um exército cheio de timidez. Imaginem um pelotão de soldados com medo de enfrentar o inimigo em uma guerra. Temos que ser corajosos e desinibidos, pois somos soldados de Cristo.
Através da história, notamos que o evangelho tem triunfado por meio do combate ao mal. Se Lutero não fosse combativo, não teria se processado a Reforma Protestante do século XVI. Não somente Lutero, mas Zwiglio, Huss, Savonarola, Calvino, Knox, Beza e tantos outros que deram suas vidas pela causa de Cristo.
Jesus Cristo foi um combatente. O apóstolo Paulo também o foi, como se percebe através de suas epístolas, entre elas a carta aos Gálatas, que é uma verdadeira polêmica contra os legalistas fanáticos. Na carta aos Romanos o apóstolo faz uma verdadeira apologia em torno da justificação pela fé.
Onde encontramos na Bíblia a base para a acomodação doutrinária? Se o indivíduo não é capaz de defender as próprias doutrinas que aceita e atacar as doutrinas contrárias, onde estão então as suas convicções? O verdadeiro cristão fundamentalista e com um espírito guerreiro não fica calado quando vê que a doutrina de Cristo está sendo ultrajada, espezinhada e combatida pelo inimigo. Covardia e medo é o que caracteriza o “cristão” passivista. São como Pedro, quando foi interrogado pela criada (ver Mateus 26.69-75). Como pode um crente conformar-se com aqueles que negam a inspiração verbal e plenária da Bíblia, que negam a divindade de Cristo, seu nascimento virginal, sua ressurreição, e o castigo eterno? Não se pode ficar inerte diante das heresias, ou então será tido por traidor.
Não servem como exemplo aqueles que vivem procurando briga e gastam tempo escrevendo calúnias contra os outros, quando deveriam estar pregando o evangelho. Não são polemistas ou combativos, mas paroleiros[2]. São os que promovem facções e divisões na igreja de Cristo. A verdadeira fidelidade doutrinária é aquela que se revela num inconformismo santo contra o erro. Não podemos ficar em paz com a nossa consciência cristã, ao verificar tantos abusos contra a doutrina e a moral cristã, e permanecer sem dar o grito de alerta.
A consequência da oposição ao espírito combativo é o afrouxamento doutrinário, a indisciplina, a quebra do Dia do Senhor, a falta de comunhão, os aumentos do modernismo teológico, da teologia liberal, do mundanismo etc. Mas o principal motivo pelo qual as igrejas não estão interessadas no espírito combativo é o medo da possibilidade de ter igrejas vazias. É preferível ter igrejas cheias a ter igrejas compromissadas com a Verdade.
Que o Senhor não permita que nós deixemos a sua Igreja ser destruída pelo “espírito pacifista”, que não se esforça por proteger o Corpo de Cristo dos ataques dos seus inimigos.
__________________________
Notas:
[1] Os polemistas são aqueles que lutam pela defesa contra heresias de dentro da Igreja.
[2] Aquele que fala muito e pouco faz. Mentiroso, tagarela.
Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/apologetica/cristao-fundamentalismo-espirito-combativo-heitor-alves.html#ixzz1VzflkZXa
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
"Fundamentalista" o pior palavrão do mundo!

Basta alguém defender as Escrituras Sagradas como única e exclusiva regra de fé , que alguém imediatamente grita em alta voz: "Seu fundamentalista miserável"
Pois é, para alguns a palavra FUNDAMENTALISTA é o pior palavrão que existe e usá-la significa proferir o pior tipo de ofensa do mundo.
Se alguém combate a relativização do pecado é fundamentalista.
Se defende as doutrinas fundamentais das Escrituras é Fundamentalista burro.
Se acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, é fundamentalista ultrapassado.
Se luta pela família e pelo casamento é fundamentalista "imbecilizado".
Se defende a igreja e sã doutrina é fundamentalista "satanizado".
Se expõe as Escrituras em vez de divertir o povo é fundamentalista "idiotizado."
Se combate o maniqueísmo neopentecostal é fundamentalista manipulado.
Se não adere aos modismos do movimento gospel é fundamentalista gelado.
Se combate o o sexo antes do casamento é fundamentalista bitolado.
Se combate as heresias dos falsos apostólos é fundamentalista amaldiçoado.
Se acredita na volta de Cristo é fundamentalista "despoetizado".
Se prega a necessidade do arrependimento de pecados é fundamentalista mal intencionado.
Extraido do Blog do Pr. Renato Vargens
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Afinal, Por que Incomodamos Tanto Ainda?

“Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. Mateus 5.10
Beati qui persecutionem patiuntur propter iustitiam
quoniam ipsorum est regnum caelorum (Mt. 5:10 na vulgata latina).
Afinal, Por que Incomodamos Tanto Ainda?
Já se passaram nove anos desde que um artigo do saudoso Rev. João Paulo foi publicado com este questionamento, no ano de 2002 para ser mais preciso; esta contestação elencada por ele foi motivada por um fato ocorrido na ocasião de uma conferência teológica realizada na 1ª Igreja Presbiteriana do Recife nos dias 10 e 11 de Maio do mesmo ano. Eu ainda era seminarista na ocasião e dentre muitas recordações esta eu jamais esqueci, pois diante de um público seleto de pastores, teólogos e membros de outras igrejas e denominações ouvimos na abertura das conferências as seguintes palavras do Rev, Marcos Lins presidente do Presbitério da IPB: “A posição oficial da IPB com relação ao movimento fundamentalista é de equidistância! O movimento fundamentalista é nocivo às igrejas ortodoxas, tão nocivo quanto o liberalismo!”
Imaginem o choque e todo aquele constrangimento que os seminaristas naquela ocasião passaram, eu confesso que naquele instante senti vontade de desaparecer dado o desconforto causado pela imprudente afirmação. Um misto de aversão por aquela tão injusta acepção, ao mesmo tempo um sentimento de bem aventurança por poder sofrer tal afronta por amor a Cristo, e amor a minha amada denominação, oxalá que pudéssemos naquele instante dizer como o apóstolo Paulo: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo”. (II Co 12:12ª).
Mais o que significa sentir prazer mesmo com o infortúnio gerado pelas perseguições? Conforme diz o texto na vulgata latina estar “beatus” que traduzido em latim significa: “Bem aventurado, feliz e estar em um estado de graça”. Ainda que nós Presbiterianos Fundamentalista, nos sintamos perseguidos, injuriados e formos objeto de calúnia e difamação por defendermos os fundamentos da Palavra de Deus, a nossa reação a estas declarações mesmo com todo o desconforto e constrangimento que elas causem deve ser semelhante a do apóstolo Paulo; ao invés de nos acuarmos assustados como alguém que sofre de complexo de inferioridade, devemos sentirmo-nos em um estado de graça por ser perseguido por defender aquilo que acreditamos, ser perseguido por causa da justiça é ser perseguido por aquilo que vale a pena defender, ser perseguido por causa da justiça é ter a consciência em paz com Deus por zelar pela sua Palavra, é ter um espírito semelhante a Cristo como ele mesmo disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29). Defender seu ponto de vista sem ofender a pessoas, sem caluniar as instituições cristãs sérias e comprometidas com a Palavra de Deus este é um ensinamento constantemente negligenciado em nossos dias.
Que lastimável! Que ainda hoje tais homens de Deus que deveriam zelar pela pureza e unidade da igreja do Senhor estão quebrando deliberadamente com este ensinamento de Jesus, não acredito que classificar uma denominação histórica e séria coma a IPF de forma leviana como nociva, seja uma postura humilde ou mansa. O que tenho observado é que o tom iracundo dos nossos opositores denota uma agressividade e força desproporcional, tendo em vista que nossa pequena denominação contribuiu e tem contribuído até hoje ao presbiterianismo com uma relevante e concisa defesa da fé bíblica e que não assombra nem ameaça as gigantes como a IPB. Como podemos associar as ríspidas aversões de equidistância daqueles que se intitulam nossos irmãos com a mansidão ensinada por Cristo? Parece-nos que isto é uma contradição de termos, pois não há nenhuma mansidão nas calúnias e difamação que recebemos é nisto que configura uma contradição da prática cristã e a ortodoxia cristã.
Outra ofensiva direta a denominação Presbiteriana Fundamentalista foi desferida pelo artigo publicado na revista Fides Reformata Et Semper Reformanda Est. (volume IV número I) no ano de 2001 pelo Rev. Guilhermino Cunha, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil na ocasião, sob o título "Os Herdeiros da Carl Mcintire". Notem como o Rev. João Paulo chama atenção de como a forma sutil deste artigo inclina-se a caluniar a denominação:
“Quero sim chamar a atenção para o tom iracundo e agressivo do artigo, um tom de quem se sente ameaçado, de quem não consegue esconder o desconforto ante a existência e as manifestações, mesmo que quase inaudíveis e imperceptíveis daquele a quem ataca. No artigo o Rev. Guilhermino Cunha acusa levianamente ministros de Deus de terem sido veniais quando da divisão da IPB - IPFB. A divisão ele atribui a motivos pessoais e menores desses líderes e não aos problemas doutrinários no sistema de ensino teológico da IPB, que realmente provocaram a separação. Indo mais além relaciona-os com o ato e o caráter de Judas Iscariotes. Acusa os fundamentalistas de serem obtusos intelectualmente e fanáticos que ao invés da razão usam a força para expressar suas posições. Termina sua obra prima com um indisfarçável (embora ele tenha tentado disfarçar) tripudiar regozijado pela desgraça em que caiu o Rev. Carl Mcintire, que o autor chama de "pastor" entre aspas, nos últimos anos da sua longa vida.” (Afinal, por que incomodamos tanto? Publicação de um artigo pelo Rev. João Paulo que circulou no Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil, disponível em:http://www.reformadosr.blogspot.com/).
Entretanto algumas posições equilibradas convêm citar, o capítulo 29 do livro do Rev. Augustus Nicodemus Lopes “O que estão fazendo com a igreja” sob o título Fundamentalistas e liberais, ele diz: “Contudo, no geral, acho que posso dizer que os fundamentalistas teológicos não fariam feio numa pesquisa de opinião sobre o que crêem os evangélicos brasileiros. Por este motivo, e por achar que o assim chamado fundamentalismo teológico é simplesmente outro nome para a fé histórica, não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado.” ( O que estão fazendo com a igreja - Augustus Nicodemus Lopes-2008-Mundo cristão-p.183-186)
Eu não entendo a razão para o complexo de Édipo de alguns ministros fundamentalistas, se o grande doutor Augustus Nicodemus que não é fundamentalista não se incomoda com o rótulo que é nosso por que nos envergonharíamos nós dele? Ainda em seu blog o Reverendo Augustus reafirma a sua opinião sobre o fundamentalismo no artigo intitulado “Um Credo para os Fundamentalistas” nos seguintes termos: “É só uma sugestão. Acho que posso sugerir, pois fui criado numa denominação fundamentalista e mesmo que não pertença a ela hoje, continuo a ser chamado assim. Portanto, segundo meus críticos, devo entender razoavelmente do assunto”.(disponível em: http://tempora-mores.blogspot.com/)
Ataques hostis diretos e indiretos quanto ao uso do termo fundamentalista, por exemplo, merecem atenção do prof. Ulisses Horta, notem como ele protesta contra a legitimidade do uso deste termo e até mesmo o preconceito por parte de alguns: “Uma nota de esclarecimento é ainda válida: Hoje, no Brasil, há uma considerável confusão com o termo fundamentalismo. O mesmo vem sendo utilizado indiscriminadamente, sem deixar ao ouvinte ou leitor a verdadeira identificação que cabe no uso, de acordo com as intenções daquele que o utiliza”. (A Subscrição Confessional – Ulisses Horta Simões – Ed. Efrata – 2002. P. 141 e 142)
Além da ilegitimidade do uso do termo algo ainda pior e que denota um explicito preconceito é o que o prof. Ulisses chama de estelionato hermenêutico, por que muitos associam o termo fundamentalista ao “radicalismo obscurantista”; ele diz: “Pior da forma como muitos usam hoje, ser fundamentalista pode parecer simplesmente ser radical obscurantista ou coisa que valha; como se o vocábulo somente permitisse tal inclinação semântica. É um grave erro, um estelionato hermenêutico.”
Que tempos esses nossos! Após nove anos os ataques austeros dos inimigos do fundamentalismo,atualmente eles se acentuaram, hoje seus ataques apoplécticos (irritado, acalorado) vieram no presente via internet com artigos publicados em blogs e comunidades do Orkut, com alguns títulos nada humildes como: Fundamentalismo utópico, fundamentalismo morto! Entre outros. A pergunta do Rev. João Paulo ainda ecoa em nossos corações: Afinal, por que incomodamos tanto? Existe uma expressão muito conhecida nossa que é a seguinte: “Lignumque faciens fructum, omnis dolor petram” Que traduzida do latim diz: Árvore que dá fruto, todo mundo joga pedra. Esta premissa é verdadeira também quando se refere ao crescimento da nossa amada IPF do Brasil, é fato que ele ainda é tímido se comparado com as outras denominações históricas, este fato torna ainda mais incompreensível a indagação que fizemos se somos uma denominação tão inexpressiva no cenário presbiteriano nacional qual a razão para tanta aversão? Qual o motivo de tanto incômodo? Por que somos tão criticados? Por que tantas calúnias? Talvez a resposta esteja exatamente no texto bíblico oficial da nossa denominação: “Batalhando diligentemente pela fé que uma vez por todos foi entregue aos Santos”.
As bem aventuranças proferidas por Jesus didaticamente não ensinam uma doutrina passiva, Cristo não ensinou nem tencionou dizer com este texto que os discípulos deveriam se contentar com as perseguições por causa da justiça e morrem calados a espera de uma recompensa no céu; muito pelo contrário eles deveriam de forma ativa batalhar pela fé ainda que o resultado disto fosse perseguição. Muitos foram os servos do Senhor que foram perseguidos por batalhar, por lutar, por defender aquilo que acreditavam a começar do diácono Estevão que foi apedrejado por uma multidão enfurecida (At. 6 e 7); em 1410 John Huss, condenado pelo Concílio de Constância antes de morrer foi queimado numa fogueira por causa de sua fé em Cristo, bradou: “Hoje vocês matam o ganso (huss significa ganso na língua boemia), mas daqui a cem anos nascerá um cisne que não poderão matar”. Comumente atribui-se o Cisne ao grande reformador Lutero, que nasceu cem anos depois e promoveu a Reforma Protestante na Alemanha em 1517. Em 21 de março de 1556 Tomás Cranmer reformador inglês foi forçado pela autoridade papal a fazer uma declaração publica renegando todo seu ensino que contrariava a teologia da igreja romana, após negar-se a fazer tal declaração e dizer: “E sobre o Papa, eu o recuso, como inimigo de Cristo e Anticristo, com toda sua falsa doutrina." Foi levado à fogueira.
Isto tudo nos leva a um estado de perplexidade semelhante a do Paulo: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.” (II Co. 4:8 e 9). Estas perseguições tornam-se ainda mais incompreensíveis quando constatamos que ela vem de dentro da própria comunidade cristã. Em suma, devemos estar gratos também a estes "detratores", sobretudo àqueles que têm se manifestado em tom virulento e ofensivo contra nós e quanto aos princípios que defendemos e que embora seus ataques irritados e muitas vezes irracionais em alguns momentos nos entristeçam, também nos reconfortam em nossas escolhas, pois nem sequer nosso último desejo seria agradar a quem quer que sustente qualquer tipo de ideologia injusta, rebelde e aleivosa que macule o bom nome da nossa amada Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil, que continuemos a incomodar aos que se opõem a verdade de Deus, que sejamos ainda mais perseguidos por causa da sua justiça e que o Senhor da Igreja Cristo, estabeleça o seu trono de Justiça com disse Calvino: “Que o Senhor, rei dos reis, estabeleça o trono de Sua Majestade na justiça, e seu reino na equidade...”
*Rev. Luciano Gomes da Silva é pastor da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil em Aldeia, Camaragibe, PE. Professor do Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil em Recife. Pós-Graduado em Teologia Exegética pelo Seminário Presbiteriano do Norte e Graduando em Letras pela Faculdade São Miguel.
Assinar:
Postagens (Atom)
Sola Escriptura
Ser um Cristão reformado é está interessado em se reformar sempre.É prezar pelos princípios da reforma, e estar disposto a adaptar toda a vida e teologia ao exame final das Escritutras.


