terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Culto de Abertura das Aulas do SPFB do Brasil


“Assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos.”(Ageu 1:7 Revista e Atualizada)

Tema: Ponderando o ambiente e repensando sobre a nossa confessionalidade.

Introdução:

O Dr. Lloyd Jones em um discurso feito na capela de Westminster em Junho de 1963; fez algumas considerações a cerca do ambiente e situação atual dos seminários e igrejas de sua época nestes termos: “Até uma época relativamente recente, a Reforma foi tomada como coisa certa e pacífica e,falando em termos gerais, era aceita; não era posta em dúvida. Havia estas duas grandes posições, acatólico-romana e a reformada. Lá estavam elas, e toda gente as reconhecia; porém agora estamos numa situação e num período em que não é mais esse o caso. Novamente tudo está sendo questionado.Há uma espécie de fluidez na corrente situação, como não houve desde o tempo da Reforma Protestante... Os marcos antigos estão sendo derribados e todos parecem concordar que temos que pensar de novo e renovadamente... O perigo que todos nós corremos é simplesmente vamos fazendo o nosso trabalho e ficamos tão imersos nele que corremos o risco de não vermos a floresta por causa das arvores...” (Discernindo os tempos - Drº Martin Lloyd Jones - palestras entre 1942-1977-grifo nosso).

I – A PLURALIDADE DAS IDÉIAS: Havia estas duas grandes posições, a católico-romana e a reformada. Lá estavam elas, e toda gente as reconhecia.

“... Escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” ( Josué 24:15)

◦ Reconhecemos hoje a posição “Bíblica, Confessional, Reformada ou Ortodoxa”, como sendo uma herança dos nossos pais reformadores? Temos consciência da nossa responsabilidade de propagar este ensino? Estamos habituados com estes termos? Fico preocupado com o nível de conhecimento das nossas igrejas com relação a este tema, encontramos não de uma forma geral; mais entre as igrejas que se dizem reformadas um sério problema de Amnésia quando o tema reforma é proposto! Tenho a nítida impressão que os membros nem se quer sabem o que foi a Reforma Protestante!

◦ Consideremos o seguinte: estamos ensinando as nossas ovelhas às antigas doutrinas da graça? Eles Entendem o que significa ser reformado? Nossas ovelhas conhecem os nossos símbolos de fé? Estão sendo doutrinadas conforme o padrão confessional e histórico que deu origem a nossa denominação presbiteriana? São estas questões que muitas vezes são colocadas em segundo plano que dão oportunidade as diversas doutrinas anti-bíblicas e heresias que surgem entre nós; estamos fraqueando a idéia absoluta das Escrituras e relativizando o que era absoluto! Precisamos decidir o que somos! Não podemos ficar suspensos no ar sem posicionamento: “Escolhei hoje a quem haveis de servir”. A posição de neutralidade é inconsistente com a vontade de Deus.

◦ Esta questão que preocupava Lloyd Jones na década de 60 só tem aumentado atualmente; por exemplo, podemos encaixar todas as denominações brasileiras nestas principais posições?

Diversos grupos distintivos nas igrejas brasileiras
◦ Reformados (calvinista) considerados moderados.
◦ Renovados (Pentecostais)
◦ Neo-pentecostais (Teologia da Prosperidade)
◦ Hiper-reformado (Ultra-calvinista) considerados extremados.

II – CONSEQUENTEMENTE: Novamente tudo está sendo questionado

◦ A questão é a seguinte: Onde isto tudo nos leva? Quando as coisas passam a ser questionadas de maneira irresponsável elas passam a ser relativisadas! O que antes para as igrejas confessionais era absoluto passa a ser relativo é neste ponto em que a situação se agrava. Penso que a falta de informação das nossas origens como denominação, que a falta de convicção de quem somos; têm nos levado a tomar nossos próprios posicionamentos de tal forma que incorremos no erro de colocá-los a cima de Cristo. ” Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co 3:10).

Por exemplo; em detrimento de uma pressuposição presunçosa de que não devemos abrir mão de alguns posicionamentos como: Premilenismo, Amilenismo, Supralapsarianismo, infralapsarianismo e outras correntes no círculo ortodoxo. Tornamos-nos exclusivistas onde somente o nosso ponto de vista é tido como absolutamente reformado.

◦ Não estou insinuando com isto que devemos abrir uma concessão para uma doutrina que esteja fora dos nossos símbolos de fé (confissão de Westminster). Estou apenas recorrendo à mesma para me fundamentar no princípio de que nem todas as doutrinas são igualmente claras e evidentes nas Escrituras. Cap. I §VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos...

◦ Estou questionando que isto não constitua o SEPARATISMO entre os irmãos. Nem sempre as nossas idéias e pressupostos estarão em prefeita harmonia com os nossos irmãos de origem confessional(reformada). Haverão embates assim como houve mesmo no período da reforma, nem sempre os reformadores concordaram em tudo; contudo isto não os levou a uma subdivisão do tipo:Reformadores moderados X Reformadores estremados. Exemplo: As discursões Cristológicas a cerca da “real presença na ceia do senhor” entre os Luteranos. (não confundir com a doutrina Romana da transubstanciação). Outro exemplo o livro Anglicano de Orações Comuns, aquele que sofreu objeções dos puritanos ingleses.

◦ Enfim; Para sermos mais precisos estamos nos referindo aos Hiper-Calvinístas; que pressupõe erroneamente que somente eles são os verdadeiros herdeiros da reforma! Isto é no mínimo muita pretensão! O que os faz mais reformados do que nós? Será que para eles ser reformado é manter oestereótipo de ser estreito, legalista,inflexível, exclusivista, fanático e pietista. Pergunto: O que torna todos os ramos do presbiterianismo no Brasil dignos de serem chamados Reformados?

◦ O Rev. Caleb Soraes em seu livro: 150 anos de paixão Missionária relata de forma imparcial um pouco da história de luta da IPF do Brasil, e se referindo a este fiel ramo do presbiterianismo encerra seu relato assim: “Há diversos ramos presbiterianos e cabe a cada qual honrar esse nome presbiteriano.” Não somos uma caricatura do presbiterianismo!(como alguns levianamente tem afirmado) Somos um pequeno e consciente ramo deste grande presbiterianismo no Brasil(somos a UPA diante dos grandes hospitais HR” os gigantes como IPB e outros ramos do presbiterianismo)
procuramos cumprir a missão de pregar as fiéis doutrinas da graça com a ajuda de Deus e nisto temos muito a acrescentar.

◦ Procuramos persevera em meio a uma tempestade de críticas e oposições de uma pequena parcela de “Neo-presbiterianos” que supõe em suas mentes carnais que a nossa denominação não passa de uma resistência baseada na nostalgia de um passado glorioso no tempo da assim como ficou pejorativamente conhecida “Igreja dos Gueiros”. O principal problema atualmente é ecletismo da igreja, o sincretismo religioso; as diversas idéias e posições; estamos imersos dentro de um contexto bastante diversificado onde o relativismo está tomando conta dos círculos de erudição e seminários.Lamentamos muito que existam indivíduos que pensam assim a estes respondemos: “Não vos tornei causa de tropeço nem para os judeus, nem para os gentios, nem tão pouco para a igreja de Deus.” (I Co. 10:32). Esta é a nossa consciência como lideres da Igreja de Deus, não podemos colocar os nossos interesses pessoais e ambições acima dos interesses do Senhor da Igreja, disto estamos certos!

ANALIZANDO OS FATOS: Os marcos antigos estão sendo derribados

A esta altura podemos considerar que problema crônico em nossa época é a ausência dos
fundamentos doutrinários dos nossos púlpitos, escolas e seminários, é negociar o inegociável! É abrir mão dos fundamentos essências a manutenção da fé reformada, analisemos, pois detalhadamente o texto:

“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.”*(I Co 3:11ARA)
Themelion gar allon oudeis dunatai theinai para ton keimenon os estin Iêsous Christos (Trasliteração)

A)Significado semântico de cada palavra.
B)Sugestão de Tradução Literal seria algo assim:
“Fundamento, pois outro ninguém forte( colocar ao lado do destinado, (raiz de=Deitar o qual Ele é Jesus Cristo.”
Contexto remoto do texto:

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, (Sig.Construtor competente, mestre de obra, palavra que da origem a Arquitetura) o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.” (I Co. 3:10). Paulo está afirmando que foi pela graça de Deus que ele como um grande mestre de obra havia lançado ao coríntios um fundamento altamente forte para sustentar a fé deles e que não havia necessidade de deitar, ou seja, derrubar toda construção para refazer a base do Cristianismo, e que esta base que ele chama de fundamento é Jesus Cristo.

Acusativo sig. Fundar, estabelecer, fundamento.) (Conjunção usada par expressar causa, sig.Pois, por isto, portanto) (Acusativo sig. Outro ou diferente) (Conjunção negativa sig.Ninguém, nada ou de modo nenhum) (No dic. Léxico Grego-Português temos a Raiz desig. Forte, poderoso e capaz. O NTG 4ª Ed. Sig. Possível competente e qualificado. (Expressa uma idéia contrária ou oposta sig. Por, colocar, outro no lugar. =(preposição sig. Lado de, por, ao lado, próximo de) (artigo definido sig. O) = ( Raiz de sig.deitar, colocar, destinar, adicionar, a idéia desta palavra é que se temos uma construção pronta que não pode ser ou seja deitada no chão,sugere que esta construção já pronta não pode ser alterada na sua fundação, a sua base já esta pronta e não pode ser adicionada nada mais) = (Pronome relativo sig. Quem, que, o qual,) = ( presente indicativo e sig.Ele é, é Ele, está) Jesus Cristo.

Nota exegética: Podemos entender segundo esta idéia da tradução literal que o fundamento forte(Forte, poderoso, capaz, competente e qualificado) que Paulo está dizendo que não há de modo nenhum outro fundamento que tenha em si mais força que Jesus Cristo. Ou seja, também significa que Jesus é o
único fundamento capaz colocado como a sustentação de toda a religião cristã e que nenhum outro é qualificado para substituir o fundamento que é Jesus Cristo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Culto de Ações e Graças de Aniversário do Ministério de Louvor Elshadai



Local:IPB de Ponte dos carvalhos
Dia: 18 de Dezembro de 2010
Preletor: Rev. Luciano Gomes da Silva
Tema: A verdadeira Adoração Versus Adoração Humana.


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem..” (João 4:23)

INTRODUÇÃO:

Inicialmente gostaria de expressar nesta noite a minha tranqüilidade em tratar deste assunto como os irmãos, geralmente quando sou convidado para trazer uma mensagem à outra comunidade cristã que não seja a minha tenho tido certo cuidado e zelo para tratar tais assuntos; entretanto me sinto bastante a vontade em expor este tema tendo em vista que esta igreja é de tradição bíblica reformada e confessional que adota os símbolos de fé de Westminster como fiel sistema de exposição das doutrinas bíblicas das igrejas reformadas do séc. XVI entre elas as igrejas Presbiterianas da Escócia. Bem; sendo assim permitam-me introdutoriamente como recurso argumentativo citar para vocês O Diretório de Culto de Westminster no tocante ao cântico dos salmos como uma das formas de expressão de adoração:
 É dever dos cristãos louvar a Deus publicamente cantando salmos juntos na igreja, e também em particular na família. (Diretório de Culto de Westminster). Passemos algumas considerações com relação a este dever da comunidade cristã:

I - CUIDADO COM A FALSA ADORAÇÃO SEGUNDO OS PRECEITOS DOS HOMENS, SEM ENTENDIMENTO E DISCERNIMENTO ESPIRITUAL.

“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Mt. 15:8-9)

O Senhor Jesus como sábio mestre exorta a mulher samaritana quanto aos verdadeiros adoradores, entende-se logicamente que se existem os verdadeiros adoradores também existem os falsos. O problema acredito, que esteja no estereótipo de muitos “Adoradores” que tipo de adoração estamos acostumados a ouvir nas igrejas? De que forma esta sendo expressa esta adoração?
É bem sabido dos irmãos creio que o Diretório de Culto de Westminster (DCW) foi uma proposta dos reformadores ingleses (puritanos) para uma reforma na liturgia prescrita pelo Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana que prescrevia o batizado privado, a leitura dos livros apócrifos, o sinal da cruz no batismo entre outras práticas romanista. O DCW foi elaborado neste contexto de falsas aspersões e interpretações de adoração no culto público como uma volta ao puro e simples culto tendo como base para o princípio regulador do culto as Escrituras Sagradas.
É bom lembrar que embora tenhamos apenas a citação dos salmos metrificados no DCW, não era a intenção dos puritanos criarem mais um manual de culto a exemplo do Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana fazendo com que a adoração fosse algo mecânico e restrito, muito pelo contrário a história registra exatamente o oposto ao que os Neo-reformados (Os reformados brasileiros que adotam em sua liturgia o cântico restrito dos salmos metrificados e o silêncio total das mulheres na oração pública).
Sobre estes “neo-reformados” brasileiros O Rev. Augustus Nicodemus em seu livro: O que estão fazendo com a Igreja os apresenta:

“O termo Neo-Puritanos no Brasil, todavia, tem sido usado nos círculos evangélicos para designar os adeptos da teologia puritana no Brasil que passaram a usar determinadas doutrinas e práticas como identificadoras dos verdadeiros reformados. Entre elas estão o cântico exclusivo dos salmos sem instrumentos musicais no culto, o silêncio total das mulheres no culto”.

O grande problema com os ensinamentos doutrinários destes neo-puritanos é que eles estão mais preocupados com as práticas históricas do contexto da Inglaterra do séc. XVI que se esquecem da essência da adoração; John Piper no livro Irmãos, nós não somos profissionais cita João Calvino como um reformador que respeitava e entendia a forma de cultuar de cada povo em sua nação e em suas respectivas épocas. Se estes neo-puritanos reivindicam o modelo de culto inglês exatamente ao que os puritanos praticaram então teremos que rever outras práticas tais como: fumar cachimbo, tomar uísque (C.S. Lewis) para sermos considerados verdadeiros reformados? Apenas para ilustrar o que estou lhes dizendo gostaria de lhes contar um fato verídico, o Rev. José Vasconcelos foi convidado por um amigo que mora em Charlote EUA para pregar em uma Igreja Presbiteriana, no intervalo da Escola Dominical alguns pastores estavam de forma muito natural fumando o seu velho cachimbo. Ouçam o que Calvino diz sobre as formas de cultuar:

 “... Nas cerimônias não quis ele prescrever minuciosamente o que devamos seguir (porque isto previne depender da condição dos tempos, nem julgaria convir a todos os séculos uma forma única... Enfim, porque Deus nada ensinou expresso nesta área, porquanto essas coisas não são necessárias a salvação e devem acomodar-se variadamente para edificação da Igreja, segundo os costumes de cada povo e do tempo...”

Como podem prescrever o que Deus não tencionou revelar claramente nas Escrituras? O próprio Calvino reconhece que as cerimônias e cultos públicos devem se acomodar respeitando as varias formas de cultuar, é lógico que esta não é uma concessão feita por ele para fazermos o culto conforme nossas imaginações ou sugestões de satanás conforme nos diz a CFW capítulo XXI § 1;

 “Mas a foram aceitável de cultuar o Deus verdadeiro é instituída por ele mesmo e, portanto, delimitada por sua própria vontade revelada, de modo que ele não pode ser cultuado segundo as imaginações e sugestões humanas, nem segundo as sugestões de Satanás.

Estou me referindo ao fato de termos liberdade a luz da bíblia em nossa própria época e contexto nacional em que vivemos podermos adorar a Deus cantando nossos salmos, hinos e cânticos espirituais e não sermos constrangidos por homens ignorantes que afirmam que tais práticas não são práticas dos autênticos reformados.

Retomando a seguinte questão qual a motivação e pretensão do DCW? É levar as igrejas a cultuar a Deus conforme os padrões bíblicos conforme o Ap. Paulo escreveu: “Rogo-vos, pois irmão, pelas misericórdias de Deus que apresenteis vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; que é o vosso culto racional E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm. 12:1 e 2)

Nota exegética: logikhn = logiken significa: Racional, lógico, algo que exige discernimento, raciocínio.

 Sto. Agostinho disse: “Ninguém é capaz de cantar dignamente a Deus, a não ser que cante aquilo que já recebeu dele”.
 Calvino disse no prefácio do Saltério de Genebra: “Usarmos músicas não somente honestas, mas também santas, que nos sirvam de estímulo para que oremos e adoremos a Deus, e para que meditemos sobre sua operação para que o amemos, temamos, honremos e glorifiquemos”.

II - ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E VERDADE DEVE SER COM ENTENDIMENTO.

"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. (Dt. 6:5).

 Ouçam o que diz novamente o DCW: “Ao cantar os salmos a voz deverá ser afinada e ordenada com seriedade, mais o cuidado maior precisa ser o de cantar com entendimento e com graça no coração, erguendo melodias ao Senhor.” Notem a ordem: voz afinada, ordenada com seriedade no entanto isto não constitui uma verdadeira adoração, não basta a técnica, postura ou até mesmo profissionalismo é necessário a verdadeira compreensão da adoração em espírito e verdade.
Retornando ao texto base podemos notar que a mulher samaritana estava confusa quanto a forma: “Nossos pais adoravam neste monte (templo no monte Gerizim em Samaria); vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar” (Jo 4:20).Então Jesus surpreendentemente diz: “... Nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis ao Pai”. Ou seja; Jesus está dizendo para aquela mulher que nem uma coisa nem outra, você esta confusa, é necessário mais que a forma (referindo-se ao lugar de adoração) a essência em espírito e verdade do grego  =espíritoverdade.

Este princípio pode ser deduzido logicamente do texto lido; não que o entendimento associado a formação intelectual do adorador possa garantir uma adoração de acordo com a Palavra de Deus, isto com certeza não é a garantia de uma adoração em Espírito e em verdade conforme ensinou Jesus Cristo. Este entendimento deve essencialmente vir associado a uma vida de piedade e submissão a Deus, sem ortopraxia seria inútil toda ortodoxia: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria”. (Tiago 3:13). A adoração de acordo com as Escrituras não é um privilégio de uma elite de intelectuais, mas de verdadeiros adoradores que adoram em espírito e em verdade.

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente”. (I Co 14:15)

 Calvino diz: “De resto, é necessário ressaltar aquilo que S. Paulo disse: que cânticos espirituais não podem ser bem entoados, a menos que sejam cantados de coração. Mas o coração requer inteligência. E é nisso (diz Sto. Agostinho) que reside a diferença entre o canto dos homens e o dos pássaros. Pois pode bem ser que um sabiá, um uirapuru ou um papagaio cantem bem, mas jamais o farão com entendimento, A dádiva singular que os homens têm é cantar com conhecimento daquilo que cantam”.
Nota exegética: nouz = a compreensão, a mente como a faculdade do pensamento.


CONCLUSÃO:

A essência da adoração deve ser o princípio regulador do culto, devemos considerar igualmente válidas as outras formas de adoração prescritas na Palavra de Deus, e não idolatrar a forma em detrimento da essência. A verdadeira adoração em espírito e verdade é o resultado da mais sublime relação entre adorador e adorado, esta relação é obtida por meio de uma compreensão restrita e íntima que o adorador tem por meio do discernimento espiritual na Palavra, ele sabe exatamente no que crê, está convicto da soberania de Deus em sua vida e isto lhe faz entoar louvores que exaltam a majestade e grandeza de Deus. Sua adoração não é apenas um ritual metrificado, vazio e cheio de cerimônias exteriores sem significado interno; sua adoração é como o canto do vento mais forte que enche todo o campo de folhas espalhando pelo ar o aroma de Cristo. Que vocês prossigam como disse o Ap. Paulo aos Efésios:

“Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, (Efésios 5:19)

Que vossas vidas, vossas atitudes sejam um eterno louvor pelo Deus soberano que os criou, que a graça de Deus seja convosco; o nosso desejo seja semelhante ao que Paulo proferiu aos Colossensses:

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. (Colossensses 3:16)

*O Rev.Luciano Gomes da Silva é pastor da Igreja Presbiteriana Fundamentalista em Aldeia, Pós-graduado em Teologia Exegética pelo SPN, professor do SPFB e graduando em Letras pela Faculdade São Miguel.

domingo, 31 de outubro de 2010

53º Aniversário da IPF do IPSEP


Subtema: A igreja da superfície: Curando a superficialidade da Igreja pela Palavra.
“Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”.
(Jr. 6:14)

INTRODUÇÃO:

No livro Morte na Panela, Uma Ameaça Real a Igreja o Rev. Hernandes Dias Lopes trata em seu prefácio da situação em que se encontra as igrejas em nosso país, poderíamos dizer que esta enfermidade tem levado muitas igrejas antes sérias e comprometidas com a fiel pregação da palavra a verdadeiras UTI’s
(unidade de terapia intensiva), espiritual; por quer não dizer Unidade de Tratamento Espiritual UTE?
“Não podemos tratar de um problema antes de diagnosticá-lo. A prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável. Mas é preciso dizer que uma doença grave está atingindo as entranhas da igreja em nosso país. Essa doença está sendo causada por intoxicação alimentar... A igreja Evangélica brasileira não está precisando de maquiagem, e, sim de cirurgia.”
Ao nos propormos a falar da igreja da superfície e como curar a superficialidade da igreja pela Palavra não poderíamos antes de tudo de fazer um alto-exame de nossas vidas, situação espiritual um verdadeiro permitam-me utilizar mais uma vez um termo médico Diagnóstico da nossa situação como igreja, denominação e sobre tudo; como cristãos. (do grego original διαγηοστικόη, que é a junção de duas Expressões dia que significa "através de, durante, por meio de" e gnostico que significa "conhecimento de").

EXPOSIÇÃO:

Pegando a definição de diagnóstico como o conhecimento da doença por meio de exame; colocamos-nos inteiramente a mercê da graça de Deus e buscaremos com muito temor e tremor tratar deste assunto. Permitam-me, expor para vocês o diagnóstico da situação das igrejas feitas por alguns irmãos conhecidos nossos:
O Rev. Hernandes Dias Lopes diagnosticou em seu livro já citado que:
“A igreja hoje cresce em número, mas decresce em credibilidade. Ela tem extensão, mas não profundidade (superficial). Ela tem influência política, mas não poder espiritual. Ela tem carisma, mas não caráter. Ela tem muita adesão, mas pouca conversão.”

O Rev. Augustus Nicodemus em sua obra intitulada O que estão fazendo com a igreja denuncia a situação da igreja em nossos dias:
“Falando sem rodeios, os neolibertinos presentes nas igrejas evangélicas defendem o sexo antes do casamento, a multiplicidade de parceiros, as relações homossexuais, a troca de esposas e maridos, a pornografia, as aventuras amorosas fora do casamento, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, a participação dos cristãos nas diversões mundanas....”

Amados irmãos, o que fazer com está igreja doente que vive na superfície do evangelho, uma igreja que não tem profundidade; como reagir diante de um quadro tão assustador como este em que a igreja moribunda esta prestes a se render ao mundo? Passemos agora ao remédio, curando a superficialidade (enfermidade) da igreja pela palavra é necessário antes de tudo reconhecer-mos que a igreja está doente.

I - Primeira enfermidade: DIVERSOS PECADOS NÃO TRATADOS.

“Como o poço conserva frescas as suas águas, assim ela conserva fresca a sua maldade; violência e estrago se ouvem nela; enfermidade e feridas há diante de mim continuadamente”. (Jr. 6:7)

Pra começar não basta apenas pedir perdão a Deus pelos nossos pecados e continuarmos cometendo os mesmos pecados continuamente em Pv. 28:13 nos diz: “ O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia”. Vemos no texto o profeta usar a expressão proverbial antiga: Como o poço conserva frescas as suas águas, referindo-se aos pecados não confessados e abandonados pelo povo de Deus. Notem que estes pecados faziam do povo de Deus enfermos espiritualmente, estes pecados encobertos traziam terríveis conseqüências ao povo.

Notem imediatamente no versículo 8 o apelo a correção por meio da disciplina imposta por Deus para correção da superficialidade e enfermidade do povo: Aceita a disciplina, ó Jerusalém... (Jr.6:8). No livro Disciplina na Igreja Uma Marca em Extinção o presbítero Solano Portela diz algo interessante:
“Ás vezes achamos que ignorando as manifestações de pecado, ele irá embora... Não é negando a realidade dos pecados, na igreja ou em nossas vidas, que resolveremos o problema”.

E por falar em disciplina ela é tão séria que os próprios reformadores colocaram o exercício da disciplina ao lado da Pregação da Palavra e Administração dos Sacramentos com marcas da verdadeira igreja de Cristo que se distingue da falsa: “... A Igreja verdadeira é reconhecida pelas seguintes marcas: Ela pratica a pura pregação do evangelho; mantém a pura administração dos sacramentos segundo Cristo os instituiu; exercita a disciplina na igreja para correção e punição dos pecados...” (Confissão de Fé Belga, Art. 29, As marcas da verdadeira e da falsa igreja).

II - Segunda enfermidade: PECADO DA IDIFERENÇA PARA COM A PALAVRA DE DEUS.

“A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e eles não podem ouvir; eis que a palavra do Senhor é para eles coisa vergonhosa; não gostam dela”. (Jr. 6:10).

Assim como o doente não pode ficar curado se não tomar o remédio e seguir as prescrições médicas, os nossos pecados não serão perdoados se não atentarmos para a Palavra de Deus. Estamos vivendo uma crise no culto em nossas igrejas, Ficamos 40 min. há 1 hora na fila de um banco em pé mais quanto tempo suportamos ouvir um sermão do nosso pastor em nossas igrejas? Escutamos o professor em nossa faculdade lecionar 2 horas de aula interruptas, mas quanto tempo temos nos dedicado a aprender com o nosso professor de escola dominical as doutrinas da graça?

Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e eles não podem ouvir, Está é a realidade em muitas igrejas, seus ouvidos estão precisando de conversão! Nunca aprendem estão ouvindo a Palavra há tanto tempo e nunca se desenvolvem na fé, são imaturos, são como crianças: “Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!” (Hebreus 5:12).

III - Terceira enfermidade: VIVEM UMA VIDA DE APARÊNCIA, BUSCAM APENAS SEUS INTERESSES PESSOAIS.

"Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à ganância; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade”. (Jr. 6:13).

IV - Quarta enfermidade: OS PECADOS SÃO TRATADOS DE FORMA SUPERFICIAL/LEVIANAMENTE E O CINISMO RELIGIOSO.

“Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”. (Jr. 6:14)

Precisamos amdos irmãos, queridos pastores e presbíteros, dar um tratamento de choque contra o pecado da igreja. Se preciso for perder um membro do nosso corpo para que o resto sobreviva precisamos ter coragem de estripar o mal da igreja do Senhor.

“Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar tropeçarão, diz o Senhor”.(Jr. 6:15)

CONCLUSÃO

“Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele.” (Jr. 6: 16)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mensagem S.O.S. Jovem na Cidade de Patos- Paraíba- Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Brasil 09 e 10 Outubro de 2010


TEMA: LEVANDO DEUS A SÉRIO: QUEM SÃO OS QUE NÃO LEVAM DEUS A SÉRIO?
Texto: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” (Gl. 6:7, NVI)

INTRODUÇÃO:

Antes de começarmos com o sermão desta noite gostaria de lhes lembrar de alguns acontecimentos e dando alguns exemplos de pessoas que não levaram Deus a sério:
NAVIO TITANIC (1912): Na ocasião em que foi construído, apontaram-no como o maior navio de passageiros da época. No dia de entrar em alto-mar, uma repórter fez a seguinte pergunta para o construtor: "O que o senhor tem a dizer para a imprensa concernente a segurança do seu navio?" O homem disse: "Nem Deus poderá afundar meu Navio". O resultado foi o maior naufrágio de um navio de passageiros do mundo 1500 pessoas morreram!

JOHN LENNON (1980): Depois de dar uma entrevista a uma revista americana, John disse, em 1966: "O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. Eu não preciso discutir sobre isso. Eu estou certo. Jesus era legal, mas não concordo com suas disciplinas. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo”. No mesmo ano da entrevista um fã matou John Lennon com Cinco tiros.

TANCREDO NEVES (1985): Na ocasião da campanha presidencial, Tancredo afirmou que se tivesse 500 votos do seu partido (PDS) “nem Deus o tiraria da presidência da república”. Foi eleito presidente da república mais nem chegou a subir a rampa do planalto morreu no hospital um dia antes da posse.

CAZUZA (1990): Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), cazuza deu um trago em um cigarro de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: “Deus, essa é para você!” Nem precisa falar em qual situação morreu esse homem.

CAMPINAS (2005): Em Campinas, uma turma de amigos, já embriagados, foi buscar a última pessoa para ir a uma balada. Pararam em frente da casa da jovem e a chamaram. Junto com a moça veio à mãe que, com medo uma vez que todos estavam embriagados, pegou na mão da filha, que já estava dentro do carro, e disse: "Filha vai com Deus que ele te proteja”. A filha, para tirar uma onda com a mãe, disse: "Só se ele for no porta-malas, pois aqui já está lotado”. Algumas horas depois veio a noticia para os familiares dos jovens. Eles sofreram um acidente e todos morreram. O carro ficou irreconhecível, mas o porta-malas ficou intacto. A polícia técnica disse que pela violência do acidente seria impossível o porta-malas ficar intacto, quando o policial abriu o porta-malas, lá estava uma bandeja com 18 ovos sem nenhum arranhão, e todos nos lugares corretos da bandeja.

I-QUAL O CARÁTER E A POSTURA DAQUELES QUE NÃO LEVAM DEUS A SÉRIO?

Permitam-me fazer um pequeno comentário exegético do texto que nos permitirá continuar definindo claramente em nossas mentes aqueles que não levam Deus a sério.

O texto lido no original grego traz a seguinte tradução literal: Gálatas 6:7b
“”
“Não vos enganeis Deus não é tratado com desprezo...” (tratado com desprezo do léxico: Rir-se de, zombar, tratar com indiferença, não levar a sério). Esta definição deriva da mesma idéia da palavra Sarcasmo (do grego antigo σαρκασμός “sarkasmos” ou “Sarkázein”; Sarx=“carne” Asmo= queimar “queimar a carne”) designa um escárnio ou uma zombaria, intimamente ligado à ironia com um intuito mordaz quase cruel, muitas vezes ferindo a sensibilidade da pessoa que o recebe.Esta é a definição semântica da palavra em alguns dos seus possíveis significados.


Exposição:

Antes de nos prendermos ao tema proposto “Quem são os que não levam Deus a sério” prossigamos. Após a apreensão e compreensão de que: Os que tratam Deus com sarcasmo, indiferença, que zombam são os que não levam Deus a sério. São vários sinônimos atribuídos ao mesmo significado ou idéia.

II. QUEM SÃO OS QUE NÃO LEVAM DEUS A SÉRIO, QUEM SÃO OS QUE ZOMBAM DE DEUS:

(1) São os que se entregam à falsa religiosidade:

“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção...” ( Gl. 6:8ª). Fica evidente aqui neste texto que a vida de falsa religiosidade, ou os que são meros “crentes nominais” me refiro aqueles que fazem parte do rol de membro de qualquer igreja; que vivem de modo incoerente com os ensinamentos da Palavra de Deus, estão totalmente equivocados(enganados) aliás; esta foi a exortação inicial de Paulo: “Não vos enganeis...” . Paulo está deixando para eles claro a seguinte idéia parafraseando o texto: “Não se enganem, ninguém pode tratar Deus com indiferença, e não adianta agir com sarcasmo diante disto que eu estou lhes dizendo, porque é certo que: O que vocês fizerem de errado as conseqüências dos seus erros voltarão para vocês.”

(2) São os desobedientes:

“Afirmam que conhecem a Deus, mas pelas suas obras o negam, sendo abomináveis, e desobedientes, e réprobos para toda boa obra.” (Tito 1:16). Paulo mais uma vez está tratando do problema dos que se diziam cristãos mais em suas vidas negavam Cristo. Estes falsos cristãos foram chamados por Paulo nos versículos 9 e 10 de: “Contradizentes, insubordinados, faladores vãos e enganadores.” É possível que exista pessoas desta qualidade na igreja hoje? Infelizmente eu receio que sim! Notem tudo começa com a desobediência dos membros às autoridades constituídas por Deus, e porque desobedecem aos pastores e liderança das igrejas por que são insubordinados, ou seja; não se sujeitam a missão do outro (insubmisso) são rebeldes, pois não acatam nem respeitam nenhuma autoridade. São contradizentes por que agem ao contrário dos ensinamentos da Palavra de Deus: “Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hb. 13:20)

(3) São hedonistas (hedonismo) Estão em busca dos prazeres:

“Agora, pois ouve isto, tu que és dada a prazeres, que habitas descuidada, que dizes no teu coração: Eu sou e fora de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. 9-Mas ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre ti... “ (Isaias 47:8a). Que terrível sentença nós temos da parte de Deus pelo profeta Isaias. Quão horrenda serão as conseqüências sobre os cristão “vida mansa” me refiro nestes termos com base em um livro de J.I. Parcker por título: Religião Vida Mansa, que trata da Teologia do prazer e do desafio do crente em viver num mundo materialista. Amados o hedonismo é a filosofia em que o homem busca o prazer com dom supremo.

Origem da filosofia do prazer (hedonismo)
Epicuro (341 – 270 a. C) filósofo grego nascido em Samos; O ponto básico de sua doutrina é o prazer onde eles se entregavam aos excessos dos festins e as orgias. Enquanto o prazer é o soberano bem, a dor é o soberano mal. Segundo a moral hedonista tem que se eliminar toda a dor.E praticar A ataraxia “ausência de perturbação” (que é um estado da alma em que nada consegue perturbá-la), ela fica impassível ou seja o indivíduo deve se despir de toda e qualquer coisa que lhe traga preocupações. Realidades como pecado, morte, castigo, condenação e inferno jamais poderiam ser aceitas pelos adeptos desta filosofia). Vejam alguns destes filósofos que Paulo encontrou em Atenas em sua viagem missionária e notem como está filosofia os impediu de entenderem o evangelho de Cristo.


“Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição... “Mas quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez.” (At:17:18 e 32). Hoje também muitos estão tendo a mesma reação dos epicureus uns escarnecem a mensagem do evangelho outros estão deixando para amanhã. Estão vivendo suas vidas despreocupadas com as verdades do evangelho do Senhor Jesus, estão zombando da mensagem da cruz, estão procurando nos prazeres deste mundo uma filosofia de vida da qual nem eles mesmos sabiam que existia. Estão pouco preocupados com o pecado a vida de santidade. Estão vivendo como se estivessem no mundo da lua, despreocupados, indiferentes a mensagem de arrependimento e fé, não levam a mensagem nem o próprio Deus a sério.

(4) São os que se esquecem do fim, das advertências, de que a vida é rápida e passageira:
Creio que a conseqüência final e lógica na vida dos que não levam Deus a sério está bastante clara neste texto. Algo mais que deveríamos repensar sobre as nossas vidas é que: “Do nosso passado nós somos escravos, porém do nosso futuro nós somos senhores”. Não estou dizendo com isto que temos o poder de mudar os desígnios soberanos de Deus, nem que podemos nos rebelar contra os eternos decretos de Deus. Podemos com a graça Dele, e com o auxilio do Espírito Santo despertarmos da letargia espiritual e nos lembra-mos de Deus enquanto há tempo.

“Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; 2-antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;3-no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas,4-e as portas da rua se fecharem; quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas;5-como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;6-antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna,7-e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” (Eclesiastes 12:1-7)

“Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança. 7-Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem. 8-Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais. 9-Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir”. (Jo 7:7)


Conclusão:

Que possamos levar Deus a sério que possamos confiar no seu amor, constatar sua soberania, compreender sua salvação, que tenhamos em Cristo essa plena salvação, que se nos oferece pela graça somente. O Tempo é curto os anos passam que tenhamos certeza que todos prestarão contas diante do soberano Senhor que nos criou Amém.














* O Rev. Luciano Gomes da silva é Pastor da Igreja Presbiteriana Fundamentalista em Aldeia, Professor do Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil, Pós-Graduado em Teologia exegética pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Pós-Graduando em Hebraico Bíblico pela UFPE e graduando em Letras pela Faculdade São Miguel em Recife.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Resenha: Por que (Não) ensinar gramática na escola - Sírio Possenti -Parte I


Resenha Crítica do Livro: Por Que (NÃO) Ensinar gramática na Escola - POSSENTI, Sírio – Editora ALB – 15ª Reimpressão – 2006.

Introdução:

O título do livro a primeira vista parece-nos sugerir uma proposta atípica do ponto de vista tradicional do ensino educacional que fomos habituados a aprender. O autor expõe de forma bastante desafiadora questões fundamentais relativas à natureza e o aprendizado das línguas de uma ótica que passaremos a chamar de “aplicação inversa” dos fundamentos gramaticais. A abordagem do tema em questão “Não ensinar gramática na Escola” é mais bem esclarecida quando Possenti elucida e conceitua na segunda parte do livro os três tipos de gramáticas. O leitor menos avisado pode supor pelo título do livro que Possenti está derrubado toda estrutura educacional em detrimento de uma nova abordagem; entretanto fica claro com a continuidade da leitura da sua obra que ele propõe exatamente o contrário, sugere a releitura da aplicação das gramáticas(Normativas, descritivas e internalizadas) percorrendo um caminho inverso ao que estamos habituados a ver nas escolas.
Corroborando com esta idéia permita-me dar o exemplo do que foi dito pelo prof. Vicente Masip em um curso de capacitação para educadores na UFPE:

“A criança ingressa na escola falando perfeitamente o português. Esse fato extraordinário, porém; pouco sensibiliza os alfabetizadores, preocupados apenas por ensinar seus alunos a ler e escrever.” [Citação da capa final do livro: Fonologia e ortografia portuguesas – Editora E.P.U. Pelo autor Vicente Masip por ocasião do curso ministrado na UFPE no auditório do CAC em Julho de 2010]

Hipoteticamente imaginemos que um dos pré-requisitos para se ensinar a língua portuguesa seja o falar a língua portuguesa. Obviamente que se falamos uma determinada língua supõe-se que o falante domine determinadas “regras” desta língua, se preferir “estruturas gramáticais”. O conceito de um conhecimento interiorizado ou como definia Chomsky “Herança biológica” é levado em conta quando ensinamos na escola? Estamos respeitando o fato dos alunos de fala portuguesa que possuem este conhecimento inato da sua língua materna ou estamos tentando fazer exatamente o caminho “contrário” ou se é que podemos dizer o caminho “artificial” (no que se refere ao caminho contrário o da natureza do falante). Estes e outros temas são abordados nesta magnífica obra, de sorte que veremos os pormenores desta e outras questões a seguir.

Exposição:

Possenti inicia sua obra justificando o embate dicotômico entre ensinar ou não a gramática normativa nas escolas. O prof. Sírio Possenti é professor de lingüística da Unicamp, para alguns talvez está seja a razão de um pré julgamento com o tema proposto pelas discursões entre os gramáticos e os lingüistas com relação ao aprendizado da língua. Este aparente paradoxo entre ensinar a língua e ensinar a gramática é quebrado por Possenti, embora ele critique diretamente o método empregado nos “Programas de ensino” . Ele acredita que estes programas de ensino não são eficientes, não funcionam por que seus discursos são novos, todavia suas práticas ou métodos de ensino são tão ultrapassados quanto às gramáticas normativas. Esta talvez seja uma proposta que ele chama de “revolução no ensino da língua portuguesa”. Se estaremos dispostos a rever os antigos discursos e torná-los praticáveis eis a grande questão.

O papel da escola no aprendizado da língua portuguesa

Inicio está sentença com a afirmação do autor: “O objetivo da escola é ensinar o português padrão”. Concordo com está afirmação por algumas razões obvias; primeiramente por que os falantes da língua portuguesa já tem internalizado as estruturas gramáticas da sua língua materna, ainda que na sua forma embrionária, vejamos um exemplo disto: Quando uma criança começa a pronunciar suas primeiras palavras e ela diz: /mama/ é óbvio que ela quer dizer mamãe. Agora notem a semelhança da palavra mamma em italiano que significa mãe usada em sua forma afetiva. Obviamente que a criança portuguesa não nasceu conhecendo o idioma italiano, o que temos aqui é uma noção do princípio da herança biológica, se a criança fosse nascida na Itália seria óbvio que ela estivesse chamando sua mãe; no caso da criança do Brasil está evidente que ela não consegue articular perfeitamente o fonema /ã/ que é produzido pela abertura do véu do palato deixando passar o ar pelo nariz e pela boca simultaneamente. Embora está realização pareça muito complexa a criança poderá desenvolver esta capacidade facilmente com o tempo; o que importa é que a mãe consegue associar perfeitamente o signo do seu significado, ou seja ela pode decodificar perfeitamente o significado.
Embora a criança não conheça os grafemas e os fonemas que fazem parte desta estrutura linguística elas aprenderam na escola este padrão.

*Luciano Gomes da Silva é aluno do curso de Letras pale Faculdade São Miguel - Recife Pernambuco.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CURSO GRÁTIS PELA UFPE


UFPE oferece curso gratuito de Língua Japonesa


As inscrições para o curso semestral de Língua Japonesa da UFPE começam na próxima segunda-feira (2) e seguem até o dia 13. O curso é gratuito e possui carga horária de 60 horas, com encontros realizados duas vezes por semana.
As aulas são ministradas por professores com especialização no ensino do idioma japonês, vindos diretamente do Japão. São oferecidas seis turmas para o nível Básico I e três turmas para o Básico II, todas com 20 vagas cada.
Para se inscrever, é necessário comparecer à sala do professor Armando Shinohara, no Departamento de Engenharia Mecânica, localizado no Centro de Tecnologia e Geociências (CTG), das 9h às 12h ou das 13h30 às 17h. No ato da inscrição, será cobrada uma taxa de R$ 90,00 para despesas de materiais didáticos utilizados ao longo do curso.
Mais informações:
(81) 2126.8230/8231
ufpelinguajaponesa@yahoo.com.br

Sola Escriptura

Sola Escriptura
Ser um Cristão reformado é está interessado em se reformar sempre.É prezar pelos princípios da reforma, e estar disposto a adaptar toda a vida e teologia ao exame final das Escritutras.